Sistema Biodata

Manual do Relatório de Conferência de Homônimos

junho 24, 2026 - Manual do Biodata

O Relatório de Conferência de Homônimos foi criado para auxiliar a equipe na identificação de pacientes que possuem dados cadastrais semelhantes e que podem exigir conferência manual.

O objetivo do relatório não é afirmar automaticamente que existe duplicidade, mas sim apontar situações que merecem atenção antes de realizar atendimentos, faturamento, emissão de documentos, análise de indicadores ou qualquer outro processo que dependa da identificação correta do paciente.


1. Para que serve este relatório?

Este relatório ajuda a localizar pacientes que podem ter mais de um cadastro no sistema.

Ele agrupa os registros considerando informações principais do paciente, como:

  • Nome;
  • Data de nascimento;
  • Sexo.

Quando existem dois ou mais cadastros com esses dados semelhantes, o paciente é listado para conferência.

Esse tipo de análise é importante porque cadastros duplicados ou mal preenchidos podem causar problemas como:

  • histórico clínico dividido entre cadastros diferentes;
  • dificuldade para localizar atendimentos anteriores;
  • erro na identificação do paciente;
  • divergência em relatórios gerenciais;
  • inconsistência em faturamento;
  • retrabalho para recepção, atendimento e setor administrativo.

2. Como acessar o relatório

Ao abrir o relatório, o sistema apresentará os indicadores principais no topo da tela, filtros de pesquisa e a lista de pacientes agrupados para conferência.

Cada grupo representa um conjunto de cadastros que possuem características semelhantes e que devem ser analisados pela equipe responsável.


3. Indicadores principais

Na parte superior do relatório, são exibidos cards de resumo. Eles ajudam a entender rapidamente o volume de registros encontrados.

Registros carregados

Mostra a quantidade total de registros considerados no relatório.

Esse número representa os cadastros encontrados na análise, e não necessariamente a quantidade de pacientes únicos.

Grupos de homônimos

Mostra a quantidade de grupos de pacientes encontrados para conferência.

Um grupo pode conter dois ou mais cadastros semelhantes.

Exemplo: se existem três cadastros com o mesmo nome, mesma data de nascimento e mesmo sexo, eles aparecerão como um único grupo.

Casos críticos

Mostra a quantidade de grupos classificados como críticos.

Esses grupos devem ser analisados com prioridade, pois podem conter sinais mais importantes de risco cadastral, como documentos divergentes, CPF ausente ou informações incompatíveis.

CPF ausente

Mostra quantos registros estão sem CPF informado.

A ausência de CPF aumenta o risco de duplicidade, pois dificulta a identificação única do paciente.

Com lembrete

Mostra a quantidade de registros que possuem lembretes cadastrados.

Quando um paciente possui lembrete, é importante ler a informação antes de qualquer alteração cadastral.

Atendimentos

Mostra a soma dos atendimentos encontrados nos registros listados.

Esse indicador ajuda a entender o impacto operacional dos cadastros exibidos. Um cadastro com atendimentos precisa de conferência cuidadosa antes de qualquer decisão.


4. Como usar os filtros

Os filtros permitem refinar a análise e localizar os grupos mais importantes.

Buscar por paciente, CPF, RG, mãe, telefone, unidade ou lembrete

Use o campo de busca para localizar rapidamente um paciente ou informação específica.

Você pode pesquisar por:

  • nome do paciente;
  • CPF;
  • RG;
  • nome da mãe;
  • telefone;
  • celular;
  • unidade;
  • texto de lembrete;
  • código do paciente.

Esse campo é útil quando a equipe já recebeu uma solicitação de conferência sobre um paciente específico.


Filtro de risco

Permite visualizar os grupos por classificação:

Todos os riscos
Mostra todos os grupos encontrados.

Crítico
Mostra apenas os grupos que exigem maior atenção. Normalmente são casos com documentos divergentes, CPF ausente ou outros sinais relevantes.

Atenção
Mostra grupos que possuem algum ponto que merece análise, mas com risco menor que os críticos.

Baixo
Mostra grupos com menor risco aparente, mas que ainda podem precisar de validação.

Recomendação: comece a conferência pelos grupos classificados como Crítico.


Filtro de sexo

Permite filtrar os pacientes por sexo informado no cadastro.

Esse filtro é útil para reduzir a lista quando a equipe está conferindo um conjunto específico de pacientes.


Filtro de lembretes

Permite separar os pacientes que possuem ou não possuem lembretes.

Use este filtro quando quiser priorizar cadastros que possuem observações importantes registradas.

Antes de alterar, unificar ou inativar qualquer cadastro com lembrete, leia a informação com atenção.


Filtro de CPF

Permite localizar situações relacionadas ao CPF.

As opções podem incluir:

CPF ausente
Mostra registros sem CPF informado.

CPF presente
Mostra registros com CPF preenchido.

CPF divergente no grupo
Mostra grupos onde há mais de um CPF diferente entre os cadastros.

Esse é um dos filtros mais importantes do relatório. Quando há CPF divergente, a equipe deve ter cuidado redobrado, pois pode se tratar de pessoas diferentes com nomes semelhantes.


Filtro de tamanho do grupo

Permite filtrar pela quantidade de cadastros dentro de cada grupo.

Exemplos:

Todos
Mostra todos os grupos encontrados.

2 cadastros
Mostra grupos com dois cadastros.

3 ou mais
Mostra grupos com três ou mais cadastros.

Grupos maiores devem receber atenção, pois indicam maior possibilidade de duplicidade ou de histórico fragmentado.


Filtro de unidade

Permite visualizar grupos relacionados a uma unidade específica.

Esse filtro ajuda quando a conferência será feita por unidade de atendimento ou quando a equipe precisa avaliar cadastros movimentados em determinado local.


5. Como ler os cards dos pacientes

Cada card representa um grupo de cadastros semelhantes.

No card, são exibidas as principais informações para uma análise rápida:

Nome do paciente

Mostra o nome utilizado para formar o grupo.

Nascimento

Mostra a data de nascimento considerada na conferência.

Quantidade de cadastros

Indica quantos cadastros fazem parte daquele grupo.

Quantidade de atendimentos

Mostra o total de atendimentos relacionados aos cadastros daquele grupo.

Quanto maior a quantidade de atendimentos, maior deve ser o cuidado antes de qualquer alteração.

Classificação de risco

Cada grupo recebe uma classificação visual:

Crítico
Indica que o grupo deve ser analisado com prioridade.

Atenção
Indica que há sinais que precisam ser conferidos.

Baixo
Indica menor risco aparente, mas ainda exige validação antes de qualquer decisão.

CPF

Mostra os CPFs encontrados no grupo.

Quando aparecer mais de um CPF, o relatório poderá indicar que existe divergência. Nesse caso, não se deve unificar cadastros sem análise cuidadosa.

Mãe

Mostra os nomes de mãe encontrados nos cadastros do grupo.

Diferenças no nome da mãe podem indicar erro de cadastro ou até pacientes diferentes.

Unidade

Mostra a última unidade de atendimento relacionada aos cadastros.

Essa informação ajuda a localizar onde o paciente teve movimentação mais recente.

Lembretes

Mostra se existem lembretes associados aos cadastros.

Lembretes devem ser lidos antes de qualquer alteração.

IDs

Mostra os códigos dos pacientes envolvidos no grupo.

Esses códigos ajudam a localizar os cadastros diretamente no sistema.


6. Como abrir os detalhes de um grupo

Para analisar melhor um grupo, clique no botão Detalhes no card do paciente.

Ao abrir os detalhes, o sistema exibirá uma tela expandida com informações completas do grupo.

Essa tela permite uma análise mais segura antes de tomar qualquer decisão.


7. Como interpretar a tela de detalhes

A tela de detalhes apresenta uma visão completa do grupo selecionado.

Classificação

Mostra o nível de risco do grupo: Crítico, Atenção ou Baixo.

Cadastros

Mostra quantos cadastros estão dentro daquele grupo.

Atendimentos

Mostra a quantidade total de atendimentos relacionados ao grupo.

Se houver muitos atendimentos, revise com mais cuidado, pois alterações indevidas podem impactar histórico, relatórios e processos internos.

CPFs distintos

Mostra quantos CPFs diferentes existem dentro do grupo.

Se houver mais de um CPF distinto, o grupo deve ser tratado com muita cautela.

Lembretes

Mostra a quantidade de lembretes relacionados aos cadastros do grupo.


8. Resumo da conferência

Na área de resumo, o relatório mostra os principais dados encontrados no grupo:

  • IDs dos pacientes;
  • CPFs;
  • RGs;
  • nome da mãe;
  • telefones e celulares;
  • unidades;
  • lembretes;
  • pontos de atenção;
  • recomendação de análise.

Essa área deve ser usada como primeira leitura antes de consultar a tabela detalhada.


9. Pontos de atenção

A seção de pontos de atenção ajuda a identificar rapidamente os principais riscos.

CPF ausente

Quando aparece “Sim”, significa que pelo menos um cadastro do grupo está sem CPF.

Esse cadastro deve ser revisado, pois a ausência do CPF dificulta a identificação segura do paciente.

CPF divergente

Quando aparece “Sim”, significa que existem CPFs diferentes no mesmo grupo.

Esse é um dos sinais mais importantes de alerta. Pode indicar erro de cadastro, mas também pode indicar pessoas diferentes.

Não unifique cadastros com CPF divergente sem validação.

Mãe ausente

Quando aparece “Sim”, significa que pelo menos um cadastro não possui nome da mãe informado.

Essa informação pode ser importante para diferenciar pacientes com nomes semelhantes.

Com lembrete

Mostra se existem lembretes cadastrados.

Leia os lembretes antes de qualquer ação.

Recomendação

Apresenta uma orientação geral para apoiar a conferência.

A recomendação não substitui a análise da equipe. Ela serve apenas como apoio para priorização.


10. Tabela de registros do grupo

Na parte inferior da tela de detalhes, o relatório exibe todos os cadastros pertencentes ao grupo.

A tabela permite comparar os registros lado a lado.

As principais informações são:

  • ID Cliente;
  • Paciente;
  • Nascimento;
  • Idade;
  • Sexo;
  • CPF;
  • RG;
  • Mãe;
  • Telefone;
  • Celular;
  • Última unidade;
  • Último atendimento;
  • Quantidade de atendimentos;
  • Lembrete;
  • Quantidade de lembretes;
  • Último lembrete;
  • Títulos dos lembretes.

Use essa tabela para comparar os dados antes de decidir se os cadastros representam a mesma pessoa ou pessoas diferentes.


11. Como priorizar a conferência

Uma boa sequência de análise é:

  1. Filtrar por Crítico;
  2. Conferir grupos com CPF divergente;
  3. Conferir registros com CPF ausente;
  4. Conferir grupos com muitos atendimentos;
  5. Conferir grupos com lembretes;
  6. Conferir grupos com nomes de mãe diferentes ou ausentes;
  7. Conferir os demais grupos classificados como Atenção e Baixo.

Essa ordem ajuda a equipe a começar pelos casos com maior risco operacional.


12. Cuidados antes de alterar cadastros

Antes de corrigir, unificar, inativar ou alterar qualquer cadastro, confira:

  • se o CPF é igual;
  • se o RG é compatível;
  • se a data de nascimento está correta;
  • se o nome da mãe é compatível;
  • se existem telefones iguais;
  • se há atendimentos recentes;
  • se existem lembretes;
  • se o paciente possui histórico relevante;
  • se a unidade de atendimento reconhece o cadastro.

Nunca tome a decisão apenas pelo nome do paciente.

Pacientes homônimos podem ter o mesmo nome, mas serem pessoas diferentes.


13. Quando NÃO unificar cadastros

Evite unificar ou alterar cadastros sem análise quando:

  • houver CPF divergente;
  • houver RG divergente;
  • a data de nascimento estiver diferente;
  • o nome da mãe for incompatível;
  • existirem lembretes indicando alguma restrição;
  • houver dúvida sobre a identidade do paciente;
  • o cadastro possuir histórico de atendimento relevante e não houver confirmação segura.

Nesses casos, o ideal é encaminhar para conferência da equipe responsável antes de qualquer alteração.


14. Exportar informações

O relatório permite exportar os dados para Excel.

Essa opção pode ser usada quando a equipe desejar:

  • montar uma lista de trabalho;
  • dividir a conferência entre colaboradores;
  • registrar pendências;
  • enviar uma relação para validação interna;
  • manter evidência da análise realizada.

Ao exportar, serão considerados os registros conforme os filtros aplicados.


15. Imprimir ou salvar em PDF

A opção de impressão permite gerar uma versão em PDF da análise.

Esse recurso pode ser usado para:

  • documentar uma conferência;
  • anexar em processo interno;
  • compartilhar com a equipe;
  • registrar evidências antes de uma correção cadastral.

Ao abrir os detalhes de um grupo, também é possível imprimir somente aquele grupo específico.


16. Boas práticas de uso

Use o relatório com frequência para manter a base cadastral mais limpa e segura.

Algumas boas práticas:

  • revisar primeiro os casos críticos;
  • não deixar grupos com CPF divergente sem análise;
  • preencher CPF sempre que possível;
  • conferir nome da mãe em cadastros incompletos;
  • revisar cadastros sem CPF e com muitos atendimentos;
  • verificar lembretes antes de alterar qualquer cadastro;
  • registrar internamente a decisão tomada;
  • manter uma rotina de conferência periódica.

17. Interpretação correta do relatório

O relatório é uma ferramenta de apoio à conferência cadastral.

Ele aponta indícios de possíveis duplicidades ou inconsistências, mas não substitui a análise da equipe.

A presença de um paciente no relatório não significa, obrigatoriamente, que existe erro.

Pode ser:

  • uma duplicidade real;
  • um cadastro incompleto;
  • um paciente homônimo;
  • uma diferença de digitação;
  • um cadastro antigo;
  • um registro que precisa apenas de complementação.

A decisão final deve sempre ser tomada com base na conferência dos dados do paciente.


18. Resultado esperado

Com o uso correto do relatório, a instituição consegue:

  • reduzir duplicidades cadastrais;
  • melhorar a segurança na identificação do paciente;
  • diminuir retrabalho da recepção;
  • melhorar a qualidade dos relatórios;
  • reduzir inconsistências em faturamento;
  • preservar melhor o histórico de atendimento;
  • apoiar uma rotina de cadastro mais organizada.

O relatório deve ser utilizado como parte da rotina de qualidade cadastral da instituição.